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terça-feira, 26 de julho de 2011

Futuro das TIC no Ensino

Prevê-se um futuro complicado para as Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Português.

Com o terminar da Área Projecto com componente TIC, estas competências e aprendizagens são exclusivas de 90 minutos semanais numa disciplina designada por Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação.

Se as Editoras já achavam que não valia a pena a edição de manuais escolares agora torna-se mesmo dispensável qualquer aposta nesta área.

Assim é previsível que os conhecimentos e capacidade de utilização das TIC (de uma forma correcta e eficaz) vá sofrer com estas alterações.

Uma consequência é que assim pode ser que o mercado da formação e aprendizagem ao longo da vida se torne efectivamente necessária e parte da vida de todos os Portugueses pois pouco vão aprender sobre TIC nas escolas e se tiverem vontade de aprender a utilizar correctamente as TIC e como conseguir que o computador "trabalhe" por nós terá que procurar formação fora das escolas.

Com o fim das horas do Plano Tecnológico na Educação pode acabar também a aposta nas plataformas de ensino nas escolas porque os professores não terão tempo para apostar na dinamização de actividades ou utilização destas tecnologias como motivação para os alunos cada vez mais aptos e interessados pelas tecnologias.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Agressão leva professor ao hospital

Sem palavras... Mais uma!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Indisciplina nas escolas...

Não gosto de copiar/colar os emails que recebo e muitas vezes nem leio, mas este chamou-me a atenção, se calhar porque me diz respeito, pela profissão que escolhi para este momento da minha vida.
A indisciplina nas escolas (vista por F. Savater)

Especialistas reunidos em Espanha
Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar
Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.

Os participantes no encontro "Família e Escola: um espaço de convivência", dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

"As crianças não encontram em casa a figura de autoridade", que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

"As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa", sublinhou.

Para Savater, os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, "são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os", acusa.

"O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar", sublinha.

Há professores que são "vítimas nas mãos dos alunos".

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que "ao pagar uma escola" deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão "psicologicamente esgotados" e que se transformam "em autênticas vítimas nas mãos dos alunos".

A liberdade, afirma, "exige uma componente de disciplina" que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.

"A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação "uma oportunidade e um privilégio".

"Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina", frisa Fernando Savater.

Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que "têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos".

"Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia", afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que "mais vale dar uma palmada, no momento certo" do que permitir as situações que depois se criam.

Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.
É o que eu tenho vindo a dizer há muito tempo, em especial nesta zona onde lecciono pois os pais trabalham o dia todo nas fábricas e carpintarias ou até mesmo no campo e não têm tempo (ou não querem) educar os filhos.