sábado, 16 de dezembro de 2006

... Controvérsia!

O Paralelo:.

Qual é a questão à volta do Paralelo?
Eu sou daqueles condutores que detestava ruas com paralelos... Ficam desformes muito rápidamente, provocam muita vibração, com um pouco de àgua são muito escorregadios, etc... todos nós sabemos o que é conduzir em ruas com paralelo.
Quando me apercebi que o Rui Rio estava a refazer as ruas do Porto em paralelo fiquei possesso e tive vontade logo de mudar de cidade...
Mas um dia tive uma conversa com um Arquitecto que me explicou o o uso do paralelo então vamos lá ver:
  • Produto nacional: O paralelo é um material que temos em exesso cá no nosso Portugal, podemos usa-lo e até exporta-lo porque temos para nós e temos para os outros países;
  • Produto Natural: Não é derivado do Petroleo nem nada do genero... é pedra, produto natural, não polui, não se degrada, não gera desperdícios na sua produção, não gera micro-clima, etc...
  • Aplicação não poluente: Não se desgasta nem polui com o uso, permite escoar a àgua e outros detritos e afins...
  • Reutilizavel: Pode-se reutilizar nem necessidade de recorrer a processos poluentes. Retirar de uma rua e colocar noutra, etc.
  • Manutenção Facilitada: Visto que as ruas são abertas umas 3 ou 4 vezes (Saneamento, Telefones, TV por Cabo, Gás, etc) é mais facil, rápido e sem muita manutenção as escavações e reconstruções das ruas;
  • Etc.

Se pensarmos bem temos muitas vantagens no uso deste produto nacional, tantas vantagens que devemos deixar de pensar no nosso umbigo só porque as ruas ficam um pouco desformes e temos de abrandar a velocidade... Pois muito bem andemos um pouco mais devagar.

Há várias coisas que podemos recorrer para minizar as desvantagens do paralelo, visto que as Vantagens são muito importantes. Podemos avisar a C. Municipal ou Junta do estado da rua para que seja reparada.

No caso das chuvas temos de ter cuidado porque o paralelo é muito escorregadio, mas se tivermos os pneus em ordem e cumprimos os limites de velocidade, distancias de segurança e todos esses cuidados, não deveremos ter qualquer problema.

Agradecimento: Arquitecto Abilio Raio - Vila do Conde.

Aguardo e aceito comentários de quem quiser participar.

... Poesia!

"Os Heróis Esquecidos..."

Eles chegam vestidos sem que ninguém saiba quem são,
Para vestir as cores opostas,
Cores de calor e de frio,
Cores de fogo e de água,
E aguardam pelo apelo,
Pelo toque do telefone.
Aguardam pacientemente,
Em ambiente alegre e de diversão.

Até que o som já conhecido se ouve à distancia
O toque do telefone.
E tudo pára e se prepara.
À espera do sinal de partida.
Do sinal que indica o destino.

O sinal é dado!

O corpo começa a acelerar,
A alimentar-se de adrenalina,
E correm... correm para o que não sabem.
Têm apenas uma ideia do que os espera.
Têm apenas uma ideia para onde vão.
Mas vão destemidos correndo,
Correndo pelas ruas de uma cidade como qualquer outra.

Alguém os espera...

Ao chegar vêem alguém em sofrimento,
Uma vitima... vitima da vida... vitima do momento.
E lê-se nos seus olhos
Sofridos pelo momento
A alegria de ver o seu salvador,
Como se de um anjo se tratasse.
Alguém enviado pelos céus para a salvar.

Fazem o que têm de fazer,
Tentam salvar esta vitima,
Tentam saber o que levou a ser vitima,
Fazem tudo que podem.
Tudo o que é preciso fazer.
Agem com segurança e sem medos,
Mãos firmes e seguras,
Segurando a vida de quem sofre,
Agindo rápido...

De volta às ruas,
Tudo é ocupado pela luz Azul...
Reflectida em todas as paredes...
E nas caras de quem vê.
Sendo reconhecidos por todos...
Todos que abrem caminho para que passem.

Novamente na corrida desenfreada,
Com um destino mais que conhecido,
De outras corridas, de outras vitimas...
Alguém os espera...
A adrenalina não pára.
Nos olhos de quem sofre,
Lê-se a gratidão... a confiança...
A vontade de agradecer aos céus pelos anjos...
Mas não são anjos salvadores...
São apenas humanos.

Chegados onde são esperados...
Despedem-se com alguma mágoa...
Mágoa de não poder fazer mais...
Mas agradecidos por terem conseguido fazer o que podiam.
Observam, ao longe, o olhar de gratidão...
Nos olhos de quem acabaram de salvar.

Podem agora, debaixo das estrelas,
Relaxar, deixar-se abater, ressacar da adrenalina,
Tremer, chorar, revoltar-se, enfurecer-se...
Fumar, fechar os olhos, pensar no que fizeram...
Foi tudo tão rápido,
mas podem agora mostrar o medo,
o receio de falhar, mostrar que são mortais e humanos.

Está na hora de voltar ao castelo...
Ao refugio... Ao quartel!
Onde podem repousar e esquecer...
Onde estão outros como eles...
A libertar o corpo da adrenalina...
Essa saudável droga.
Até ao próximo toque de telefone...
Até ao próximo sinal de partida...
Até alguém voltar a precisar deles.

No fim de tudo há quem pergunte
Quem são eles? São...
Homens e mulheres que não são Heróis...
Homens e mulheres que não são Anjos...
São apenas necessários, mas esquecidos...
Homens e mulheres que misturam-se na cidade
Como pessoas vulgares... mas por vezes
Vestem a pele de heróis que não o são...
Só fazem o que é preciso mas esquecido.

São “Os Heróis Esquecidos...”

Julho de 2005

... Poesia!

"Procurei mas não te encontrei..."

Acordei... mesmo sem abrir os olhos
Procurei te a meu lado
Mas a cama vazia respondia à minha busca.
Levantei-me e procurei te pela casa,
Vazia de vida, iluminada pelo sol matinal.

Saí de casa, ainda à tua procura
O bom dia que seria para ti
Entreguei-o ao primeiro conhecido que encontrei.
Continuei à tua procura por toda a parte.
Pelas ruas desta cidade que habitamos
Mas sempre sem te encontrar.

Andei... corri... olhei... mas não te encontrei.
Não te vi no café onde comi.
Não te vi no trabalho.
Não almocei contigo.
Não gastei a tarde ao teu lado.
Procurei mas não te encontrei.

Jantei sem te dizer palavra.
Jantei sem te ver.
Passei o tempo sem te encontrar.

Voltei para casa... sozinho...
Sem ti.
Entrei e procurei...
A casa vazia... agora iluminada pela lua.

Deitei-me na cama vazia como antes.
Ao fechar os olhos procurei
Mas não te encontrei.

Só me resta agora procurar
Onde não vejo... onde só sinto...
Na solidão dos meus sonhos
Onde aí te encontrarei
E talvez acorde ao teu lado
Para que possa finalmente
Entregar-te o que é teu por direito
O primeiro bom dia de hoje.

Maio de 2005

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

... Poesia!

"Pessoa Certa..."

A pessoa certa não é aquela que apenas nos faz sentir nas nuvens, é aquela que para além disso ainda nos deixa um cigarro em cima da mesa, quando não temos nenhum para fumar de manhã, mesmo sabendo que nos faz mal, mas que é uma coisa que gostamos!

Adoro-te MRS2310!


Outubro 26, 2005

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

... Sociedade!

A compra de Pão… Uma aventura diária!

Quando as padarias são boas, toda a gente lá vai comprar pão! Só na minha família vai lá o meu pai ao domingo, a minha namorada durante a semana, o meu irmão tomar o pequeno-almoço de domingo com mulher e filho… até mesmo eu quando é preciso.

Pois é, esta padaria é tão boa que ao domingo funciona por tickets numerados. E aí funciona bem apesar da confusão dentro do balcão com as 4 ou 5 pessoas a servir os clientes.

Por poupança ou simplesmente porque não há necessidade, os tickets não são usados à semana, o que leva a que seja uma aventura comprar pão.

Há a senhora com o bebé que não consegue entrar na padaria com o carrinho e assim toda a gente passa à sua frente.

O velhote que acha que ainda não aconteceu o 25 de Abril e mal se chega ao balcão começa logo com o relatório de pedidos.

A Mãe que faz todas as vontades do(a) miúdo(a) mimalho(a) que quer um bolinho, um rissol, um pão, uma nata,… a bem dizer tudo que se encontra na montra! Claro que a mãe lhe faz a vontade… é que os meninos e meninas de hoje não podem chorar e têm sempre razão quando fazem birra. Não podem ser contrariados!

A Velhota que mora na rua perto da padaria, passa por trás de toda gente que espera atendimento, vai ao fundo do balcão e pede falando baixinho para a funcionária, passando assim à frente de toda gente!
(não é que não respeitemos as pessoas mais velhas, mas será que as pessoas mais velhas nos respeitam a nós?)
O que devemos fazer nestas situações?

É muito simples: RECLAMAMOS!

É que somos logo atendidos até pelo gerente se este se encontrar por perto! É que nenhum estabelecimento quer alguém a reclamar lá dentro!

... Trânsito!

Afinal qual é exactamente o objectivo das Inspecção Periódicas Obrigatórias?

Podemos ver pela fotografia, que apesar de má qualidade e ter sido tirada em andamento, há grandes dúvidas que todas as viaturas ligeiras passem pela inspecção...

1º A matricula – Se é que aquela placa preta é mesmo a matricula, não se lê e falta-lhe um numero, está preta numa extensão de pelo menos 90% sendo os restantes 10% Cinza escuro.

2º Sinalização de mudança de direcção – Sofre do mesmo mal que muita gente! A ausência de sinalização vulgarmente conhecida como Piscas! Isto se é que estes estão em funcionamento. Em todo o percurso não vi nenhum deles a funcionar como deve ser... nem como não deve ser! Simplesmente não se vê.

3º Se der para ver a carroçaria é feita a partir de sucata... As portas de um camião cortadas a meio fazem a parte de trás, mas o que impede que se abram é um simples pedaço de arame enfiado na fechadura. As laterais da caixa de carga são ferros soldados com arame.

4º Transporte de carga – Esta carripana transporta sucata: Baldes, carros de mão, ferro e afins. O meu receio é que haja uma lomba na estrada e com o salto eu apanhe com partes da sucata pelo pára-brisas do meu carro. Ao menos podiam por uma lona por cima, já agora aproveitando a sucata usavam arame e faziam uma rede!

5º Pneus – Bem o pneu sobresselente está mais liso que o rabinho de um bebé! Os restantes quatro pelo que se consegue apurar só lhe falta o pó de talco para ficarem ainda mais macios que o dito rabinho de bebé.

6º Limites de velocidade – A placa redonda afirma 80 km mas deve ser apenas a subir porque nos poucos 15km que vim na mesma estrada que esta carripana, só quando o carro que vinha à frente abrandava é que esta mantinha uma velocidade moderada em função da estrada Nacional que percorríamos e o estado da viatura.

7º Cortina de Fumo – Parecia um filme de espiões! Um novo e sofisticado mecanismo de despiste de perseguidores usando uma cortina que intensificava nas subidas.

E agora pergunto-me "Onde está a policia?" não é que o condutor esteja a cometer algum crime muito grave... a ver bem até está! É que depois dos acidentes a policia só sabe dizer: "As causas do acidente foram o excesso de velocidade!"