sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Indisciplina nas escolas...

Não gosto de copiar/colar os emails que recebo e muitas vezes nem leio, mas este chamou-me a atenção, se calhar porque me diz respeito, pela profissão que escolhi para este momento da minha vida.
A indisciplina nas escolas (vista por F. Savater)

Especialistas reunidos em Espanha
Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar
Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.

Os participantes no encontro "Família e Escola: um espaço de convivência", dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

"As crianças não encontram em casa a figura de autoridade", que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

"As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa", sublinhou.

Para Savater, os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, "são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os", acusa.

"O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar", sublinha.

Há professores que são "vítimas nas mãos dos alunos".

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que "ao pagar uma escola" deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão "psicologicamente esgotados" e que se transformam "em autênticas vítimas nas mãos dos alunos".

A liberdade, afirma, "exige uma componente de disciplina" que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.

"A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação "uma oportunidade e um privilégio".

"Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina", frisa Fernando Savater.

Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que "têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos".

"Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia", afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que "mais vale dar uma palmada, no momento certo" do que permitir as situações que depois se criam.

Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.
É o que eu tenho vindo a dizer há muito tempo, em especial nesta zona onde lecciono pois os pais trabalham o dia todo nas fábricas e carpintarias ou até mesmo no campo e não têm tempo (ou não querem) educar os filhos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Eu (a representar condomínio) contra EDP - Minha vitória!

A inaugurar este novo tipo de pingo aqui vai a minha primeira vitória contra uma grande empresa!

Reclamação enviada no site a 14 de Agosto de 2008 descrevendo que o serviço de fornecimento de electricidade tinha sido interrompido por falta de pagamento de uma factura. Declaramos que não recebemos nem a factura nem o aviso de corte habitual nestes casos. Procedemos ao pagamento imediato dos valores e pedimos, pagando, que o fornecimento fosse restabelecido. Nesta reclamação pedimos o estorno do valor pago para religar.

A 21 de Agosto de 2008 recebemos resposta da empresa EDP informando-nos que as cartas tinham sido enviadas e indicando as datas de envio e ainda que não tinham recebido a devolução das mesmas. Ainda com o seguinte paragrafo:
Tendo as acções de corte e religação custos associados, terão os mesmos de ser imputados ao Cliente, pelo que perante o exposto, e não se tendo registado ou detectado qualquer anomalia da nossa parte, não podemos, como V. Ex.a compreenderá, proceder ao reembolso do montante referente aos referidos encargos.
De imediato respondemos informando que não estava em causa o envio das cartas mas sim a eficácia da notificação da falta de pagamento.

Mais uma vez a EDP respondeu que a responsabilidade não era da empresa pois as cartas tinham sido emitidas nas respectivas datas.

Após alguma consulta, nomeadamente a DECO, tivemos a confirmação que a lei estipula que a notificação tem de ser eficaz e caso não o seja a luz nunca pode ser cortada.

Como compreendemos que da EDP não iríamos ter qualquer resposta positiva recorremos a uma entidade superior - a ERSE, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos que prontamente nos respondeu que iria contactar a Empresa EDP para averiguar o caso.

Em 20 de Novembro recebemos uma comunicação da ERSE com cópia da resposta da Empresa EDP que dizia e passo a citar:
Na verdade, a factura que deu origem à interrupção e o respectivo aviso de eventual interrupção foram remetidos, sem que se tenha verificado qualquer anomalia, para a morada que consta dos nossos registos. Aqueles documentos não nos foram devolvidos pelo que presumimos a sua entrega.
Contudo, a título excepcional, e considerando o histórico deste nosso Cliente, vamos creditar o valor relativo ao encargo de corte e religação.
E assim na factura do mês de Dezembro veio o crédito dos € 24,50 cobrados para proceder à religação!

Tal como digo aos meus alunos: " Se acham que têm razão reclamem, o pior que vos pode acontecer é alguém provar que não têm razão!"

JNI 1 - EDP 0