sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Torres do Aleixo

Tendo já dado aulas a crianças do Aleixo, sei e compreendo o que lá se passa, como espero que compreendam que apoio o que hoje se iniciou.


Vídeo da demolição da Torre 5.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dezembro na Agricultura

Na horta: Preparam-se talhões e canteiros para as culturas próprias da época e, também, para as da próxima Primavera.
A terra tem de ficar bem afogada e sem torrões, incorporando-se nessa altura o estrume, que convém não estar completamente curtido, no caso de se tratar de canteiros destinados às culturas de Primavera.
Semear: cebola, couves, nabiças, rabanetes, espinafres, agriões, alfaces, favas, ervilhas e cenouras.
Plantam-se: chicórias, couves diversas (nomeadamente repolho e couve-flor), estolhos de morangueiros, alhos e cebolas.

No pomar
: Continua a plantação de fruteiras de caroço e inicia-se a das de pevide.
Iniciam-se os tratamentos de Inverno, que continuam a ter o seu papel bem definido, não obstante a existência de insecticidas que podem usar-se na Primavera e que têm, por assim dizer, efeitos duplos.
Às laranjeiras que apresentam frutos já amarelos aplica-se calda cúprica a 2%.

No campo: Continuar as lavras, incorporação de estrumes e correctivos, e proceder a outras actividades relacionadas com a preparação das terras para as sementeiras da Primavera.
Semeiam-se os últimos trigos de Inverno.

No jardim: Prosseguir a preparação dos canteiros e continuar o fabrico de "composto", iniciados no mês anterior.
Semear e/ou plantar: açucenas, anémonas, angélicas, begónias, camélias, ciclames, gladíolos, goivos, jacintos, lilases, lírios, tulipas, etc.
Aparam-se relvas e semeiam-se ou plantam-se as "calvas" que apresentam os relvados.

Na vinha: Continuar a podar nas vinhas já despidas de folhagem, reservando para enxertia ou mergulha as vides sãs e com produção mais regular.
Proceder à fertilização e meter mato nas entrelinhas das vinhas cansadas, de preferência polvilhado com gesso ou cal.

Na adega: Proceder à transfega para eliminar as borras.
Continuar o arejamento da adega e todos os outros cuidados enunciados no mês anterior.

Animais: Abrigar o gado do frio e da chuva.
Matança de porcos.
Manter a capoeira limpa, abrigada das correntes de ar e da humidade.
Proteger os bebedouros e provê-los de água morna nos dias mais frios.
Cuidar dos coelhos em lactação, fornecendo-lhe aveia e algumas verduras.
Efectuar a separação, consoante os sexos, dos láparos já desmamados.

Voltar às origens...

Depois de tudo que fizeram para acabar com a agricultura, agora parte da solução para os males que afligem a presente sociedade passa pela Bio agricultura e a pequena produção para consumo.

Nesse sentido vou publicar aqui pequenas ajudas, muitas delas com base em textos que vou lendo no Borda d'Água e outros sites sobre como, quando e o quê plantar.

Basicamente vou publicar o que vou praticando...

Neste momento os Alhos que enterrei na floreira no terraço já estão com uns 4 cms de folha fora da terra. (nota mental: tirar fotos para publicar...)

Os morangueiros aceitaram bem a transplantação e espero que em breve ganhem folhas! (para já são uns paus de 2 cms ao alto)

Bem a Salsa parece uma infestação... Semeamos um pouco numa floreira o ano passado, deu semente que passamos para outra floreira e neste momento temos salsa por todo o lado! (2ª nota mental: tirar mais fotos!)

Tenho de ver o que mais se pode plantar neste mês.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Futuro das TIC no Ensino

Prevê-se um futuro complicado para as Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Português.

Com o terminar da Área Projecto com componente TIC, estas competências e aprendizagens são exclusivas de 90 minutos semanais numa disciplina designada por Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação.

Se as Editoras já achavam que não valia a pena a edição de manuais escolares agora torna-se mesmo dispensável qualquer aposta nesta área.

Assim é previsível que os conhecimentos e capacidade de utilização das TIC (de uma forma correcta e eficaz) vá sofrer com estas alterações.

Uma consequência é que assim pode ser que o mercado da formação e aprendizagem ao longo da vida se torne efectivamente necessária e parte da vida de todos os Portugueses pois pouco vão aprender sobre TIC nas escolas e se tiverem vontade de aprender a utilizar correctamente as TIC e como conseguir que o computador "trabalhe" por nós terá que procurar formação fora das escolas.

Com o fim das horas do Plano Tecnológico na Educação pode acabar também a aposta nas plataformas de ensino nas escolas porque os professores não terão tempo para apostar na dinamização de actividades ou utilização destas tecnologias como motivação para os alunos cada vez mais aptos e interessados pelas tecnologias.

domingo, 26 de junho de 2011

Liberdade ou libertinagem? Um paradigma com a Internet.

Houve um tempo em que o povo dizia “Isto é verdade porque o Padre disse-o na Igreja durante a Missa!” e todos acreditavam.

Os tempos evoluíram e com o surgimento da Impressa escrita, o povo passou a dizer “Isto é verdade porque vem no Jornal!” e todos acreditavam.

Os tempos continuaram a evoluir e com o surgimento da rádio e da Televisão, o povo passou a dizer “Isto é verdade porque ouvi na rádio!” ou “Isto é verdade porque vi na televisão!” e todos acreditam.

Mas com o surgimento da Internet e com a facilidade que esta nos presenteia, pois vivemos tempos em que qualquer pessoa pode escrever algo numa qualquer página sem que ninguém o possa impedir, já não podemos nem devemos dizer “Isto é verdade porque li na Internet!”

Toda a informação na Internet não passa disso, certa ou errada é Informação. De nada nos serve se não tivermos pensamento crítico e capacidade de análise para podermos construir o nosso próprio conhecimento discernindo o que é certo ou o que é errado. Estamos perante um novo paradigma.

Assistimos impotentes aos constantes atropelos à língua portuguesa e às instituições públicas e privadas com uma imagem séria quando se percorre os muitos comentários de pessoas menos informadas ou com opiniões distintas que não abdicam de expor a sua opinião, mesmo que para tal estejam a denegrir a imagem do titular dessa página ou até mesmo a sua própria pessoa.

É de louvar a vontade de muitas instituições em concordarem com esta liberdade, agindo numa atitude meramente correctiva, eliminando os diversos comentários, muitas vezes nefastos, e aguardando que os autores destes não os repitam. Sim! Porque a alternativa seria acabar com esta liberdade! Mas tal causaria o prejuízo dos que usam, querem e vão usar estes novos canais de comunicação para contribuir para o bem da sua comunidade, País ou até mesmo deles próprios como indivíduos e cidadãos.

Mas a que se deve esta atitude? Na minha opinião deve-se à confusão entre a “Liberdade” e a “Libertinagem”. É preciso distinguir uma da outra. É preciso distinguir o que é ser livre e ser libertino. Quando se usa a liberdade sem compromisso com a verdade e com a responsabilidade torna-se libertinagem e esta jamais será capaz de gerar felicidade.

Ser-se Livre não é fazer tudo o que se quer, mas muitas vezes é ter a capacidade de não fazer o que se quer mas sim o que é melhor para a sua família, para a sociedade onde se insere ou até mesmo para o seu País. Ser-se livre é contribuir para o crescimento de uma instituição. Ser-se livre é contribuir positivamente para a construção de algo. E aí sim será feliz pois contribuiu para algo positivo e assim manter-se-á a Internet livre pois não haverá necessidade de atitudes bloqueadoras, correctivas ou até mesmo restritivas.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

"Homens da Luta"

Li uma notícia sobre a petição contra a música dos "Homens da Luta" no Festival Eurovisão mas o engraçado é que referia os milhares de pessoas contra a música e pelo que vejo ainda não chega a 1 milhar sendo que a petição contra a petição já passa os 11 milhares!

Engraçado como se manipula as notícias a tentar manipular a opinião pública... Não é o que se diz mas sim como se diz!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Citação - Seminários e Colóquios

Políticas de Educação/Formação: Estratégias e Práticas

Alberto Amaral - Conselheiro do Conselho Nacional de Educação
«No caso português, adaptámos uma estratégia e um modelo de desenvolvimento perfeitamente estúpido, baseado na baixa qualificação da mão-de-obra e na patética ideia de que, concentrando recursos em Lisboa, íamos competir com Madrid. Portanto, temos hoje um país com enormes assimetrias em termos de investimento, nomeadamente, em investigação científica. Como exemplo, a zona de Lisboa representa qualquer coisa como 60% de todo o País, em termos de investimento e de recursos humanos em investigação o que, de novo, é algo que terá de ser invertido. E temos um problema complicado que é o baixo nível educativo da generalidade da população portuguesa, uma vez que 80% dos activos tem, quando muito, nove anos de escolaridade, e desses 67% tem apenas a instrução primária.»

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Poça da Moura - Nova aproximação à realidade arqueológica

Na sequência de uma postagem anterior, a respeito da freguesia de Ferreira de Aves (concelho de Sátão) aqui vai mais um cheirinho dos trabalhos de levantamento arqueológico. A Poça da Moura é uma represa que se encontra na ribeira do Convento, afluente do Rio Vouga, a Ocidente da Serra de São Matias, o domínio visual sobre o vale é bom. Ao longo de 4 quilómetros para Sul podemos encontrar diversos vestígios de ocupação humana de cronologia romana e medieval (habitats, necrópoles de sepulturas escavadas na rocha, lagares, 1 convento e 1 possível Torre...)





Não distante do Vinha do Plastro já referido aqui a propósito de villae romanas e lagares e de ferradias e a poucas centenas de metros a Norte do núcleo medieval do Castelo, encontramos a Poça da Moura, represa considerada romana por Marina Vieira.



Lá aspecto de romana tem, com os seus grandes blocos bem aparelhados e reforçada com blocos graníticos de grandes dimensões.




Mede actualmente cerca de 5 metros de altura e 2,5 metros de largura. Apresenta escalonamento para melhor sustentação das águas. Aproveita do lado Sul o afloramento para seu fortalecimento. O lado Norte encontra-se mais fortalecido por aparelho mais cuidado e reforçado. Lateralmente é possível visualizar que a sua altura já foi maior.




Encontram-se adossadas a grandes massas de afloramento granítico ruinas do que foram 10 azenhas, agora ao abandono. A área encontra-se muito invadida pela vegetação rasteira (silvado e giestal), pelo que foi díficil a completa visualização das ruínas.


Refere Marina Vieira, em recolha oral, que esta teria sofrido graves danos há cerca de 100 anos atrás; altura em que teria o dobro da altura. Pelo que apurámos a represa, até recentemente, servia para regar as terras socalcadas até ao fundo do vale.

Encontramos ainda entalhes rectangulares e semi-circulares e circulares espanhados pela área. Um entalhe semi-circular apresenta uma profundidade considerável e adivinha ter servido de encaixe a uma mó. Esta estrutura encontra-se muito próxima à represa e na direcção da corrente de água.





Bibliografia de referência: VIEIRA, Marina Afonso, 2004: Alto Paiva. “Povoamento nas Épocas Romana e Alto-medieval”, Trabalhos de Arqueologia, 36. Instituto Português de Arqueologia